A Senhora da Van!
Ah!
Como é bom quando encontramos em nossas vidas alguém que nos cuide e ame, sem
olhar nossas convicções, sejam elas, religiosas, morais e ou qualquer nome que dê às regras, dessas que a sociedade nos impõe.
Isso
aconteceu com a senhora da Van, a senhora Shepherd, no filme brilhantemente
protagonizado pela atriz, Maggie Smith, ele conta a história desta senhora que foi podada de seu talento de pianista pela igreja católica e o argumento usado fora que havia
mais tempo para a arte do que para Deus, sendo o segundo, o doador da performance, a rejeição transformou
toda a sua trajetória de vida.
Impedida de tocar piano, em descordo com os dogmas, ela foi parar nas ruas, pois algo
aconteceu dentro de si que lhe matou o sonho.
Tais acontecimentos infelizmente não são raros e os motivos que
levam pessoas às ruas são diversos, fogem à compreensão. Nas ruas, o mundo paralelo é onde acabam encontrando algum conforto e alívio, por conviverem com outros na mesma dor. Sejam elas famosos ou não, são arremetidas à um universo paralelo,
aquele cujas regras são feitas e obedecidas por eles mesmos. Um mundo onde o
governo é apenas uma palavra esquecida e a família igualmente deixada nos
recôncavos das lembranças.
Mas como nem tudo está perdido, ela encontrou um anjo, um homem bom que apesar de sua de vida cheia de regras, não mediu esforços para estender a mão em auxílio a ela.
Ele fez o que pode, o que estava ao alcance de sua limitada vida, mas não
sucumbiu aos comentários maldosos, não deu vazão às críticas, ele apenas agiu em conformidade do seu coração.
O senhor Alex, este é o nome dele, o anjo, cuja alma, conseguiu entre o asco de ter que aturar os hábitos pouco higiênicos da senhora e o altruísmo em ajudá-la, deixando que o veículo ficasse estacionado em sua garagem, para o desgosto da vizinhança. O lixo acumulado dentro dele e o fato de que ela não tomava banho, tornou o ambiente irrespirável.
O que torna interessante a trama é o fato da senhora Shepherd ter contado suas atividades anteriores a ele de uma maneira tão simplória e recheada de surrealidades, que cheirava a invenções. Foram 15 anos de benevolência. Quando Alex viu que a saúde dela estava em condições delicadas, resolveu ir atrás dos fatos, da família para saber um pouco mais sobre ela.
Ao saber que ela não mentiu um só detalhe de sua história ele se sentiu culpado por não tê-la ajudado ainda mais.
A senhora da Van, morreu dentro dela, em sua casa, serena.
As
lições nos movem, são como elixir, revigoram a alma. Eu particularmente adoro
os filmes com lições de vida, pois sou uma eterna aprendiz!

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